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Microinversores vs inversores

Como já vimos em tópicos anteriores, os sistemas fotovoltaicos são compostos por dois elementos principais, as placas (módulos) e os inversores.


Entre as tecnologias de inversores disponíveis, temos duas principais, os Inversores String e os Microinversores. Neste tópico vamos entender as diferenças entre estas duas tecnologias, e como nós devemos optar pela mais adequada em cada projeto!



O efeito fotovoltaico, que ocorre nos módulos (placas), transforma os fótons recebidos do sol em energia elétrica, corrente contínua. Para que possamos utilizar esta energia elétrica, ela precisa ser transformada em corrente alternada, a mesma que utilizamos nos imóveis e que é fornecida pela rede elétrica das concessionárias de energia. Se você quer entender um pouco mais sobre o funcionamento dos sistemas, nosso tópico “Como o sistema fotovoltaico funciona?” fala mais sobre o assunto!


Os inversores são equipamentos que fazem exatamente este processo, transformam a corrente contínua gerada nos módulos, em corrente alternada, tornando-a utilizável! Entre os inversores disponíveis no mercado, dois principais se destacam pela viabilidade econômica e eficiência, são eles os Inversores String e os Microinversores.


Ambos os inversores cumprem a mesma função, que é tornar a energia elétrica utilizável nos imóveis, mas existem algumas diferenças que tornam cada um destas tecnologias mais adequada a um tipo de projeto.


Os inversores string operam várias placas em série, ou seja, elas são conectadas umas às outras, em grandes fileiras chamadas de strings, e estas strings, podendo ser uma ou mais de uma, são conectadas em um único inversor. Um único equipamento faz a conversão da energia de todos os módulos.


Por sua vez, os microinversores, como o nome sugere, são pequenos inversores que são conectados com cabos dedicados a uma, duas ou quatro placas, dependendo do seu modelo. A principal diferença é que os microinversores operam cada placa separadamente, não em série como os inversores string.


Em resumo, um sistema que tenha 12 placas solares, pode ser operado por um único inversor string, ou por 4 microinversores.


Os principais inimigos da geração fotovoltaica são os sombreamentos, módulos parcialmente sombreados tem perdas significativas na produção de energia, e neste caso entra uma das principais vantagens dos microinversores. Como eles operam cada módulo separadamente, caso haja obstáculos, construções, árvores, que ocasionem sombreamentos temporários durante o dia, apenas a produção dos módulos afetados será prejudicada. Já se fossem utilizados inversores string em projetos onde há sombreamento parcial ou temporário, todos os módulos, que são operados em série, baseiam sua produção de acordo com o de menor geração, ou seja, se um módulo fica 50% sombreado, toda a geração se limita a 50%, mesmo que os demais estejam completamente irradiados pela luz solar.


O monitoramento da geração pode ser feito em ambos os modelos de inversores, os mais recentes disponíveis no mercado têm Wi-fi integrado e quando conectados à rede do imóvel podem demonstrar através de aplicativo para smartphone, como está a geração em tempo real. A diferença entre eles é que o inversor tradicional informa como está a geração total e os microinversores informam como está a produção de cada módulo separadamente.


As manutenções nos sistemas fotovoltaicos praticamente não ocorrem, no entanto podem ser necessárias. Caso uma das placas apresente defeito, e, por exemplo, pare de gerar parcial ou totalmente, estando conectadas em microinversores seu monitoramento indica exatamente qual módulo está com geração prejudicada, e os demais módulos continuam funcionando normalmente.


Já se uma placa apresentar diminuição de geração parcial ou total, estando conectada a um inversor string, todas as outras placas da série são prejudicadas do mesmo modo, e o sistema como um todo perde capacidade de geração parcial ou total. Para identificar o módulo que apresenta o mau funcionamento, eles devem ser testados por um técnico habilitado, módulo por módulo. Podemos imaginar o sistema em série exatamente como as lâmpadas de natal, se uma delas queima, todas as outras lampadinhas apagam e se quisermos que voltem a funcionar, temos que testar uma a uma até encontrar a que queimou!


Outro ponto importante e que deve ser uma obrigação das empresas instaladoras informar aos investidores, reforçando a transparência nas contratações, é que a vida útil dos inversores string é estimada entre 10 a 15 anos, ou seja, durante a duração das placas, que é superior a 25 anos, o inversor precisa ser substituído ao menos uma vez. Já os microinversores tem a mesma vida útil dos módulos, não sendo necessária sua substituição durante o tempo de duração do sistema.


Com relação a performance das duas tecnologias, os microinversores têm menos perdas de energia, a performance do equipamento é ligeiramente superior, operam os módulos separadamente e as variações de luz não prejudicarem o todo, e são instalados nas próprias coberturas logo abaixo dos módulos, não tendo perdas de energia significativas ao logo do percurso da corrente contínua das placas até o microinversor, enquanto os inversores string, instalados geralmente no térreo, em áreas de serviço, tem uma maior distância entre os módulos e o inversor, que ocasiona pequenas perdas.


Avaliando os pontos mencionados acima, podemos imaginar que os microinversores têm mais vantagens do que os inversores string, no entanto ainda temos que levar em consideração um fator bastante relevante, o fator econômico! Atualmente, os inversores string têm valor de investimento um pouco menor do que os microinversores. Se avaliando as variáveis técnicas, ambos os inversores forem elegíveis para o seu projeto, o fator econômico deve ser considerado para a tomada de decisão.


Neste caso a maneira mais adequada de decidir entre os investimentos é comparando o fluxo de caixa e o resultado projetado ao longo de 25 anos dos dois sistemas. Lembrando que é fundamental que no fluxo de caixa do investimento em um sistema que utilize inversor string, seja incluída uma previsão de reinvestimento por volta do ano 12, referente a substituição do inversor. Comparando os resultados totais dos dois investimentos, é possível verificar qual deles traz mais retorno, sendo então o mais adequado do ponto de vista financeiro!


As análises financeiras são outro ponto que as empresas instaladoras que prezam pela seriedade e transparência com o investidor devem demonstrar em suas propostas comerciais. Se você quer entender um pouco mais sobre os cálculos de viabilidade financeira dos sistemas fotovoltaicos, nosso tópico “payback dos sistemas fotovoltaicos” fala um pouco mais sobre o assunto.


Esperamos que nosso tópico tenha auxiliado no entendimento das diferenças entre inversores string e microinversores, que ambos possuem pontos positivos e são indicados em tipos específicos de projetos e que devem levar em conta todas as variáveis que mencionamos (sombreamentos, performance, manutenção e retorno financeiro). Opte sempre por empresas que, como nós, considerem e compatibilizem todas estas variáveis ao sugerir o melhor investimento!


Acompanhe nossos tópicos sobre energia solar e fique por dentro deste assunto que já está mudando o mundo. Deixe seu nome e contato no final da página, e seja informado sempre que publicarmos um novo tema! Até mais!

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